PUBLICAÇÃO
& JORNAL

A publicação A Collision between a stream of light and an obstacle organiza a produção académica dos alunos durante o ano lectivo de 2019/20 em torno de 15 secções ou núcleos de ressonância temática.

A publicação apresenta ainda o suplemento It’s the End of the World as We Know it [and I Feel Fine], que reúne contributos textuais dos alunos para uma reflexão póstuma em torno de uma experiência de ensino durante a eclosão de uma pandemia. Como é que um ensino que preza a interação e participação, bem como a valorização das dimensões físicas dos artefactos, se adapta em tempo real e em exclusivo à comunicação digital? Como é que se substitui o tempo, o espaço e o diálogo de uma sala de aula, pelo ensino remoto, chats de plataformas de redes sociais e sistemas de partilha de ficheiros digitais? Quais as consequências que daqui advêm? Como é que afinal se projeta, num momento de isolamento coletivo e individual?

JÁ DISPONÍVEL NA LOJA
ONLINE DAS BELAS-ARTES

PUBLICAÇÃO & JORNAL

A publicação A Collision between a stream of light and an obstacle organiza a produção académica dos alunos durante o ano lectivo de 2019/20 em torno de 15 secções ou núcleos de ressonância temática.

A publicação apresenta ainda o suplemento It’s the End of the World as We Know it [and I Feel Fine], que reúne contributos textuais dos alunos para uma reflexão póstuma em torno de uma experiência de ensino durante a eclosão de uma pandemia. Como é que um ensino que preza a interação e participação, bem como a valorização das dimensões físicas dos artefactos, se adapta em tempo real e em exclusivo à comunicação digital? Como é que se substitui o tempo, o espaço e o diálogo de uma sala de aula, pelo ensino remoto, chats de plataformas de redes sociais e sistemas de partilha de ficheiros digitais? Quais as consequências que daqui advêm? Como é que afinal se projeta, num momento de isolamento coletivo e individual?

JÁ DISPONÍVEL NA LOJA
ONLINE DAS BELAS-ARTES

Democracias em perigo, brechas no sistema, «minorias-maiorias» (continuamente) marginalizadas, pandemia. Este tempo incerto pode afinal ser o tempo certo para voltar a imaginar lugares seguros nas nossas memórias, nas nossas cidades, em festa e em modo rave. Este é o mote para a primeira secção: SAFE SPACES.

Em LIFE IN A BUBBLE IS GETTING REAL os motes são o Antropoceno, Bubble Vision e Bubble Filters, Echo Chambers entre fake news e deep fakes, bots, posts, feeds, e um imenso isolamento social.

Em TIME BETWEEN OLD AND NEW, o dia tem agora 36 horas, a memória transporta-nos para um passado onde nada parece fazer sentido, e o que fica da espuma dos dias é uma analogia entre rotinas e mecânicas; estes são os motes para a construção de ficções em torno de uma ideia de tempo, que acabam por se confrontar com o tempo de todos os nossos dias.

Em REMEMBERING ROSEBUD OR ROSEBUD IN REVERSE, um botão de uma rosa é o misterioso elemento que une três projetos.

Em NOT ENOUGH SPACE FOR MEMORIES, os estados da memória lembram-nos a complexidade do que se recorda e do que se esquece na construção da nossa identidade: a memória por associação, reprimida, seletiva, implícita, o déjà-vu, os jogos de memória, a memória de uma vida ou ainda lapsos de memória.

Em AND THEN THERE WAS THE END, a Caixa de Pandora é afinal o conjunto de comentários que se deixaram por ler numa qualquer rede social. A isto adiciona-se: uma cidade em modo limbo; cenários desérticos, onde apenas se escutam os sons da eletricidade estática e das máquinas que ainda assim teimam um movimento; paisagens urbanas onde os humanos apenas se intuem a partir dos seus rastos; uma revista que reclama ser a última a ser publicada antes do fim dos tempos. Imagens pré-pandemia que parecem prefigurar a hipótese do que estaria por vir.

Enquanto o jornalismo está em crise, nas redes sociais, uma notícia trava uma luta desigual contra uma infinitude de outros assuntos, publicados por amigos, família, desconhecidos e toda uma panóplia de conteúdos patrocinados. Estes milhares de registos parecem apenas contribuir para a entropia, por outras palavras, à potência do acidente. Estes são alguns dos motes do núcleo KALEIDOSCOPE OF ACCIDENTS.

2019: conflitos eclodem em vários pontos do planeta, motivados por uma agenda política diversa: Argélia, Bolívia, Colômbia, Cazaquistão, Catalunha, Chile, Venezuela, Equador, França, Guiné, Haiti, Honduras, Hong Kong, Iraque, Líbano, Paquistão, Irão, Reino Unido. Início de 2020: uma única notícia contamina o globo e parece abafar o soar dos protestos, como se subitamente todos estes tivessem desaparecido. Os meses seguintes haveriam de rapidamente demonstrar o contrário. «Podem os media controlar o volume dos protestos?» é a questão que emana da secção RED HOT.

Em 1970, Gil Scott-Heron declamava os versos do seu poema «The Revolution Will Not Be Televised» ao som de congas e bongos. Em 2017, durante a Women’s March, mulheres que durante os anos 1960 fizeram parte de muitos dos protestos que inundavam a capital e outras cidades americanas, exibiam cartazes com a frase «I cannot believe I still have to protest this shit». Em 2019, duas revistas reconhecem ser urgente, hoje e talvez mais do que nunca, debater as questões de género e de empoderamento do feminino, em THE REVOLUTION WILL BE FEMINIST.

É um truísmo dizer que a morte é condição da nossa existência, mas raramente, e com tamanha precisão, os números diários da morte foram vertidos para a nossa consciência coletiva, orientando ações quotidianas e governos. Perante esta «necro-economia», nada haverá então a estranhar quando, em pleno confinamento e encerrados em casa, a morte (ou a imortalidade) se transforma em tema de projeto e dá origem à secção LOOK, THERE IS DEATH COMING.

Reflexos, sequências infinitas, cópias dentro de cópias dentro de cópias, espelhos que refletem outros espelhos e assim por diante, são imagens recorrentes de representação do nosso inconsciente. Depois da tontura, da náusea, da paranoia, de repente e no final de tudo, abre-se o plano, em modo panorâmico, para uma paisagem. Afinal, estamos na secção MISE-EN-ABYME.

METAPHORS AND ALLEGORIES aborda o controlo, a vigilância, a manipulação, a ascensão da extrema-direita, do populismo, os truques dos discursos de ódio entre metáforas aparentemente inofensivas e alegorias; tudo isto em confronto com a multiculturalidade, a diversidade e a possibilidade de todos pertencermos a um lugar comum.

Dos seus diferentes modos de usar, podemos partir da ficção para o escrutínio da realidade, mesmo (e acima de tudo) quando os limites entre realidade e ficção parecem difíceis de perscrutar. Este é o mote para os projetos presentes na secção THE ELEPHANT IS IN THE ROOM.

A identidade em crise, um dos temas recorrentes da ficção, é uma possibilidade única de catarse coletiva e o tema que subjaz à secção CAN’T YOU SEE ME FROM THERE?.

Há cidades que são como personagens, espaços com vida própria, habitadas por indivíduos que apenas existem para preencher a nossa vertigem pela narrativa. E sujeitos que preferem definir-se em regimes de introversão, contra a supremacia dos extrovertidos, e a obsessão de deixar marca nos espaços, nos artefactos e nas memórias dos outros. Este contraponto é o mote para a última secção, TO EXIST.

Capa mole com encadernação suíça, 252 pp., 33 x 24 cm + jornal, 12 pp., 37 x 28 cm

Edição: 2021, Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa

ISBN: 978-989-8944-37-5

Idioma: Português | Inglês

200 exemplares.