(B) ENLIGHTEN ME
Rita Marques

(B) Sim, eu vi a minha verdade... Eu sou eu, o meu consciente inconsciente, mas também sou mais mil, porque o que sou para mim posso não ser para ti, e o que sou para ti, posso não ser para o outro.

A sede de esclarecimento leva a um confronto inevitável entre realidades: afinal não sabíamos assim tanto. Perante esta revelação do Espelho como sendo Deus, a Verdade, Tudo, eles e eu, as reações podem ser completamente diversas e antagónicas. Com a personagem (B) assistimos a uma obsessão pela sua imagem e pelo elemento que a reflete – é o espelho que lhe pode dar todas as respostas, é o espelho que deseja. Em (B) ENLIGHTEN ME, assistimos à fusão entre o conhecido e o desconhecido; passamos de um estado inerte para um estado de agitação e excitação, um estado de eleição divina, de iluminação, de caminho para a verdadeira sabedoria. É revelado ao extasiado múltiplos segredos metafísicos, que o transcendem e revelam a sua finitude. A única maneira do ser humano sobreviver a esta nova realidade é regressando, ficando contudo incapaz de distinguir o mundo real do imaginário.