In Invicem
Maria Antunes

A ficção distópica CHRONOPOLIS assenta na premissa de todos cumprirem um horário – tanto o que é imposto individualmente a cada cidadão, como o reconhecimento do horário dos restantes.

Nesta sociedade, ações violentas e agressivas contra o outro são contra produtivas e disruptivas e consideradas como altamente lesivas ao sistema. Estas atitudes são imediatamente condenadas – demonstram desequilíbrio mental e revelam um erro na definição de prioridades na vida de cada indivíduo.

Como tal, e ainda durante a averiguação destas ações e das suas consequências, os indivíduos são levados para isolamento temporal. Observar o sistema, o confronto entre o indivíduo e o outro, a ansiedade em crescendo até ao julgamento. Este é o retrato do crime em IN INVICEM.