TO KILL A MOCKINGBIRD - HARPER LEE
Sara Neves

To Kill a Mockingbird (1960) é um dos mais emblemáticos marcos da literatura norte-americana. Nesta obra, Harper Lee aborda o tema intemporal da distinção entre o bem e o mal, o certo e o errado, para o enquadramento de uma sociedade racista, preconceituosa e intolerante.

Esta reedição do livro focou-se principalmente na forma como a escrita de Harper Lee, através do olhar curioso e ingénuo de Jean Louise (ou Scout), uma criança, descreve não só o racismo mas também o preconceito que caracterizam as relações humanas numa pequena e conservadora comunidade. Assim, ao longo do livro, a narrativa é cruzada com a obra fotográfica de Gordon Parks, um dos mais importantes fotógrafos norte-americanos durante a década de 1950, quando a segregação e o racismo dominavam o cenário social americano. Para simbolizar a perda de inocência e ingenuidade de Scout, numa primeira instância, apenas visualizamos uma secção circular limitada das fotografias. Lentamente, ao longo do livro, esse enquadramento vai-se tornando maior, revelando cada vez mais cada imagem.